segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dublin - Domingo

       No dia 19 de outubro saí às 3h15min de casa e encontrei com o meu colega carioca da geeema Renan para pegarmos o bus na estação de ônibus aqui de Chelmsford para o aeroporto! Chegando lá, aeroporto LOTADO, pessoas sentadas no chão, pessoas dormindo nas cadeiras, pessoas correndo para todo lado. Até que o Salgado Filho não é tão ruim assim não, viu? Na hora de passar com a bagagem pela segurança descubro que só é permitido uma necessaire de líquidos e eu tinha duas, puuuuxa vida! Tranquei todo mundo, formou uma fila enorme atrás de mim, mas consegui colocar quase tudo numa só, exceto desodorante e pasta de dente que ficaram de presente para a moça :P
      No vôo, capotei e não vi nada. Acordei depois de uma hora - que passou como se fossem cinco minutos - com o guri braaanco que nem um papel, dizendo que ia vomitar por causa da nossa aterrissagem, coitado, mas logo depois ele já ficou bem. Assim que descemos do avião, veio um vento INEXPLICÁVEL que quase nos arrastava de verdade - e que explicou por que que a aterrizagem foi realmente tão horrível e por que que os pilotos que fazem uma BOA aterrissagem são aplaudidos ao chegarem em Dublin! Eita cidade que venta para dedéu!
     Para passar na imigração aquele frio na barriga! Entretanto, tudo que o carinha lá me perguntou foi: "quanto tempo tu vai ficar em Dublin?" "Cinco dias!" "Ok!" E um carimbão (primeiro de muuuuitoooos assim espero :D) no meu passaporte foi marcado bem lindão!
     Saindo de lá, estava meu amigo queriiido Kauan nos esperando para nos guiar pela capital da Irlanda. Pegamos um bus e fomos largar as mochilas na casa dele para podermos caminhar sem carregar peso durante o Free Walking Tour (Turismo à pé de graça). Essa atividade foi muito legal! O guia não cobra nada e as pessoas pagam o quanto elas acham que vale. Ele era muito divertido e manjava muito da história do país, adorei conhecer o contexto histórico da região com tantos detalhes!


Free Walking Tour
      
     Começamos pelo Dublin Castle, onde por um época ficava a sede do governo britânico e onde foi realizada a cerimônia de "entrega" da independência para a Irlanda após a separação do Reino Unido em 1922.


Mapa do Dublin Castle (Castelo de Dublin)

      Depois fomos para a Christ Church Cathedral, a igreja que tem o maior número de sinos na Europa: dezenove.


Christ Church Cathedral


Da esquerda para a direita: Kauan, eu e Renan.

      De lá, nos separamos do Tour e resolvemos fazer nosso próprio caminho, já que a Saint Patrick's Cathedral era bem pertinho de onde estávamos. Segundo o guia turístico do Tour, Saint Patrick é o padroeiro da cidade, pois foi ele quem implementou o cristianismo na Irlanda. Além disso, o trevo de três folhas é o símbolo da cidade, pois foi o que Saint Patrick utilizou para explicar que Deus é trino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo ao mesmo tempo.



Saint Patrick's Cathedral

     Depois disso, tentamos reencontrar o pessoal do Tour no Templo Bar, mas não deu. O Temple Bar é o bairro mais famoso da cidade, onde se encontram os pubs mais famosos de lá.


Além do bairro se chamar assim, existe um pub (na foto), que carrega esse mesmo nome: The Temple Bar. 


E caminhando por lá o que que eu encontro? Sim, uma bandeirooona do Grêmio logo acima do Temple Bar! Brasileiros, gaúchos e gremistas tomando conta de Dublin. O que vocês acham dessa Célio e Diego? Lembrei de vocês :D

     Saindo de lá, fomos conhecer a Trinity College, uma universidade bem grande que tem bem no meio do centro da cidade - muito linda por sinal - e passamos na frente do Banco da Irlanda que não tem janelas!

Foto da Trinity está na câmera do Renan! :(


Banco da Irlanda sem janelas!

     Famintos para mais de metro, tivemos que postergar o feijãozinho que o Kauan ia fazer e pedimos uma pizza às 15h e a devoramos em segundos! Hahaha, bom demais! 
     Um cochilo de meia hora, um banho para renovar e de noitezinha fomos conhecer os pubs. Mas antes disso, passamos na The One, um bar onde meu primo Fernando toca e onde eu deixaria a minha pequeeeeena (só que não) mochila, já que ia dormir na casa dele depois de lá.
     Entramos no The Temple Bar em que tinha tirado só a foto do lado de fora. O pub é enorme por dentro e bem temático!




The Temple Bar 

     Até pensamos em pedir uma Guinness lá, mas estava muito cara :P então fomos conhecer o Pub que o Kauan gosta muito: The Quay's. Entramos por uma porta e literalmente saímos por outra. Pronto, um pub conhecido! Hahahaha... De lá passamos no mercado para comprar alguma coisa que servisse de janta e fosse barata e depois fomos para o Hard Rock, onde vendem a pint (um copo, uma dose) de Guinness mais barata. Pedi uma só porque é clássica, mas eta cerveja ruinzinha, me desculpem os que gostam, hehehe... Ela é extremamente famosa, acho que a cerveja preta mais famosa do mundo talvez, não sei.


Cerveja Guinness

     Para fechar a noite, de lá voltamos para o The One para curtir um pagode bem bom! Eita bar que só tinha brasileiro! Impressionante como essa cidade é tomada por brasileiros por tudo que é parte! Mas enfim, foi bom demais poder ouvir aquela música que soa tão bem aos nossos ouvidos depois de já estarmos saturados de música eletrônica (só o que toca por aqui!).
     De lá fui para a casa do meu primo, falamos com meus tios por skype, tivemos uma DR bááásica na frente deles para marcar nossa relação maravilhoooosa de primos que se aaaamam, hahahahaha, e fomos dormir (obrigada pelo pouso, primo!) para depois aguentar mais um dia nessa cidade tão fofa, que mais parece uma miniatura de Londres, como se fosse uma Londres do interior ! :D

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Um outro mês.

Texto escrito e feito para ser postado no dia 16 de outubro de 2014.

     Há exatamente um mês eu coloquei meus pés pela primeira vez na Europa! Agora, como colocar em palavras todos os sentimentos tão novos, mas tão conhecidos, que já me passaram nesse período de tempo tão curto mas longo ao mesmo tempo? 
     Tem o encanto, que faz os nossos olhos brilharem tanto que não há como esconder – como pôde perceber o querido e excelente anfitrião Renato ao me flagrar olhando para as lindas paisagens de Londres no primeiro dia em que passei aqui.
     Tem a alegria, que de tão intensa faz os músculos da face arderem de tanto doerem ou os olhos lacrimejarem e a fala se perder mesmo com as piadas mais sem graça – não é mesmo Bruna, Fernanda, Filipe, Gabriel, Isabela, José, Leandro, Leticia, Emanuelle, Marina e Renan?
     Tem a surpresa, que por si só já chega arrasando o que era a expectativa, como receber um “não” de um morador de rua ao tentar dar um Big Mac a ele, já que ele já havia ganhado um de outra pessoa naquele mesmo dia e estava se sentindo satisfeito.
     Tem o sentimento de aconchego, aquele que é tão essencial e que não pensei que fosse ter aqui, mas nada como um chimarrão com os queridos gaúchos Gabriela, Gustavo, Leonardo, Siane e a gaúcha adotada Bruna para acalmar e acalentar a alma.
     Tem também o sentimento de família, aquele que chega e te preenche, simples assim – permitido pelas novas amizades principalmente da amada Zoë e sua linda família, do grupo Chelmsford International Club, da querida Iris Göddertz e do grupo ARU Bible Reading Club.
     E a insegurança? Veio junto no pacote, mas logo logo foi mandada embora pela segurança impressionante que essa realidade daqui pode nos proporcionar – como caminhar às 2h da madrugada com mais três amigas e ainda por cima sacudindo meu iPhone enquanto conversava bem bela e faceira no Skype com meu amor Rafael. 
     Mas e o medo? Ah, esse não pode ficar de fora. Aquele medo do novo, que nos prepara e nos deixa alerta – se na dose certa – importantíssimo para garantir que eu não me atrase para as aulas, uma vez que a presença é dada através de um cartão magnético na porta das salas de aula que não passa se chegarmos mais de 10min atrasados! 
     Inevitavelmente tem a solidão também. Aquela que te deixa sem chão, com a certeza de que estás sozinho no meio da multidão, mesmo que essa multidão te queira muito bem.
     Tem também o sentimento de não pertencimento. Eita sentimentozinho danado que me perseguiu por um bom tempo, me fazendo pensar: oi? Alguém pode me explicar o que que eu estou fazendo aqui mesmo? 
     Não adianta, a tristeza também marca a sua presença, afinal de contas me torna um ser humano completo, mas essa não dura muito, pois assim que pensa em se instalar é soterrada por todos os outros! 
     Tem a frustração, infelizmente sentida em algumas aulas que deixam a desejar nas suas discussões e reflexões críticas.Mas essa é superada, pela eterna esperança, aquela que não nos deixa desistir de acreditar que tudo vai ficar melhor – a gente que o diga em não desistir, né Jessica e Raquel?
     Ah, não pode ser esquecido: o querido cansaço! Aquele que te apaga depois de um tentativa frustrada de virar uma noite em Cambridge só para não pagar um hostel. 
     Com ele vem aquela famosa preguiiiiça, que não permanece nem um segundo sequer, já que é instantaneamente superada pela gana de aproveitar cada segundo desse sonho.
     Opaaa, quase esquecida – provavelmente / certamente por causa de um mecanismo de defesa que insiiiiste em me defender dos sentimentos não tão prazerosos – mas não menor, tem também a saudade! Aquela que te faz ficar com cara de boba só imaginando o que que seus pais, meus lindos Ester e Maurício, ou seu namorado, meu amor Rafael, podem estar fazendo nos seus cotidianos tão distantes do meu agora. 
     “A ficha vai demorar a cair”. De fato, eu sempre soube disso, mas quando acontece mesmo é diferente. É galera, estou morando na Europa! O primeiro e velho mundo é meu novo endereço!!! 
     “Vai passar voando”. Igualmente, frase essa também sabida por mim desde o início. Ela foi ignorada quando passou-se uma semana de cinquenta e poucas que eu tinha pela frente. Mas rapidamente entendida agora que se fecha um mês do total de apenas doze. 
     A ficha caiu, o tempo está voando e eu amando! Aproveitando sem medidas, vivendo intensamente cada momento e cada oportunidade, e amando! Amando muito essa nova realidade, esse novo mundo, esse lindo sonho que a vida me proporcionou e que eu simplesmente não tenho palavras para agradecer!


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     It's been exactly one month that I put my feet for the first time in Europe! Now, how to put into words all the feelings so new, but so well known, that have passed me in such a short period but also a long one at the same time? 
      There is the charm that makes our eyes shine so much that you just can't hide - which could be realized by dear and gracious host Renato when he catch me looking at the beautiful scenery of London on the first day that I spent here. 
     There is the happiness that can be so intense that can make our facial muscles burn or our eyes tear and our speech get lost even with the most unfunny jokes - don't you think Bruna, Fernanda, Filipe,Gabriel, Isabela, José, Leandro, Leticia, Emanuelle, Marina and Renan? 
     There is the surprise, which itself comes already razing what was expected, as receiving a "no" from a homeless while trying to give him a Big Mac, since he had already won a another one from another person that same day and so he was feeling already satisfied. 
     There is the feeling of warmth, one that is so essential and I didn't think that I could find it here, but nothing like a chimarrão with gaúchos Gabriela, Gustavo, Leonardo, Siane and the gaúcha adopted Bruna to soothe and nurture the soul. 
     There is also the feeling of family, one that comes and fills you, simple like that - allowed by new friendships especially the dear Zoë and her beautiful family, the group Chelmsford Internacional Club, the lovely Iris Göddertz and the group ARU Bible Reading Club. 
     And insecurity? It comes together in the package, but soon is sent away by the impressive security that this reality here can give us - like walking at 2 am with three friends and moreover shaking my iPhone while talking on Skype with my love Rafael. 
     But what about fear? Oh, this can't be left out. That fear of the new, which prepares us and makes us alert - if is the right dose - important to ensure that I do not be late for classes, since the presence is given through a magnetic card at the door of the classrooms that doesn't work if we get more than 10 minutes late! 
     Inevitably there is also loneliness. That one that leaves you without ground, with the certainty that you are alone in the crowd, even if the crowd wishes you the best. 
     Also there is the feeling of not belonging. Jeez darn little feeling that haunted me for a long time, making me think: hi? Can someone explain to me what I'm doing right here? 
     The sadness also marks its presence, after all, makes me a complete human being, but that does not last long, because it is buried by all the others! 
     There is frustration unfortunately felt in some classes that are lacking in their discussions and critical reflections. 
     But this is overcome by eternal hope, one that doesn't let us give up believing that everything will get better - we may say it, don't you think Jessica and Raquel? 
     Oooh, can not be forgotten: the dear tired! That who shows up after a failed attempt to be awake during a night in Cambridge just for not paying for a hostel. 
     With it comes that famous laaaaaziness, which doesn't keep on for even a second, since it is instantly overcome by that craving to enjoy every second of that dream. 
      Uuuuuuuups, almost forgotten - probably / certainly because of a kind of self defense mechanism that insiiiists on defend myself of not so pleasant feelings - but not least, also there is the nostalgia! One that makes you look like a fool when you are wondering what your parents, my beautiful Ester and Maurício, or boyfriend, my love Rafael, may be doing in their daily so distant from mine now. 
     "The plug will take a long time to the fall." In fact, I always knew that, but when it happens it is different. Hey guys, I'm living in Europe! The first and the old world is my new address!!! 
     "Time will run really fast." Also, this sentence also known by me from the beginning. Actually, it was ignored by me when past one week from fifty and somes that I had ahead. But now it is quickly understood by me when closes a month from a total of only twelve months. 
      "The plug has fell", "time is flying" and I am loving! Enjoying without measures, intensely living every moment and every opportunity, and loving! Really loving this new reality, this new world, this beautiful dream that life has given to me and I simply have no words to thank!